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Gastos com presentes: como o casal planeja datas especiais

Aniversários, Natal, Dia dos Namorados: veja como o casal pode prever os gastos com presentes do ano e evitar o aperto de dezembro na fatura.

Os gastos com presentes do casal ficam sob controle quando vocês montam, uma vez por ano, o calendário de todas as datas em que costumam presentear alguém, estimam um valor para cada uma e guardam um valor fixo por mês para isso. Assim, o Natal, os aniversários da família e o Dia dos Namorados deixam de ser gastos que aparecem de surpresa e passam a ser uma despesa prevista, dividida ao longo do ano.

Presente parece um gasto pequeno. Uma lembrança aqui, um mimo ali. Mas quando um casal soma todas as datas do ano, os aniversários das duas famílias, os amigos próximos, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Namorados e o Natal, o total costuma surpreender. E como boa parte dessas datas se concentra em poucos meses, o impacto na fatura é ainda maior do que o valor anual sugere.

Por que os gastos com presentes pesam mais do que parecem

O primeiro motivo é a concentração. Dezembro costuma reunir Natal, confraternizações e amigo secreto no mesmo mês, e alguns casais ainda têm aniversários de família próximos das festas. Maio e junho também costumam pesar, com Dia das Mães e Dia dos Namorados um logo depois do outro.

O segundo é que cada presente é decidido isoladamente. Ninguém pensa em R$ 2.000 de presentes no ano; pensa em R$ 80 para a tia, R$ 100 para o sogro, R$ 150 para o amigo. Cada valor parece razoável, e o total nunca é visto de uma vez.

O terceiro é que casal significa duas famílias. Ao juntar a vida, o casal passa a ter mais datas: aniversários da família do outro, presentes para os sogros, festas das duas famílias no fim do ano. Se cada um continua pensando só nas próprias datas, ninguém enxerga o total do casal.

E existe o componente emocional. Presente mexe com expectativa, com tradição de família e, às vezes, com a vontade de agradar os sogros. É o tipo de gasto em que ninguém quer parecer econômico demais, e por isso ele raramente é questionado, mesmo quando o valor já ficou maior do que o orçamento comporta.

Montem o calendário de datas do ano

O ponto de partida é uma lista, feita uma vez e revisada a cada ano, com todas as ocasiões em que vocês costumam presentear:

  • Aniversários das duas famílias: pais, irmãos, sobrinhos, avós.
  • Aniversários de amigos próximos: só os que realmente costumam ganhar presente.
  • Datas comemorativas: Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, quando há crianças na família.
  • Datas do casal: aniversário de cada um, aniversário de namoro ou casamento, Dia dos Namorados.
  • Fim de ano: Natal, amigo secreto do trabalho e da família, confraternizações.
  • Eventos esporádicos: casamentos, chás de bebê, formaturas. Não dá para prever todos, mas vale reservar um valor.

Ao lado de cada item, coloquem um valor estimado. Quando a lista está completa, somar tudo dá o custo anual de presentes do casal, e esse número costuma ser o que muda a forma como vocês olham para esse gasto.

Onde dá para ajustar sem perder o carinho

Se o total assustar, não é preciso cortar pessoas da lista. Alguns ajustes costumam reduzir bastante o valor sem que ninguém se sinta esquecido:

  • Presentes em nome dos dois. Em vez de cada um dar um presente para o mesmo sogro ou a mesma sobrinha, um presente único do casal, um pouco melhor, costuma valer mais do que dois simples.
  • Combinar limites com a família. Muitas famílias topam definir um valor para o amigo secreto de Natal ou trocar presentes individuais por um sorteio. Quase sempre alguém está querendo propor isso e ninguém tomou a iniciativa.
  • Comprar com antecedência. Presente comprado na véspera costuma sair mais caro e ser menos pensado. Com o calendário em mãos, dá para aproveitar promoções ao longo do ano.
  • Experiências no lugar de objetos. Um almoço preparado em casa ou um passeio junto costuma ser lembrado por mais tempo do que um objeto comprado às pressas.

A ideia não é gastar o mínimo, é gastar o que foi planejado, com presentes que fazem sentido para quem recebe.

Três jeitos de organizar os gastos com presentes

Guardar um valor fixo por mês

O casal divide o total anual por doze e guarda esse valor todo mês, como qualquer outra despesa fixa do orçamento.

Quando funciona bem: para a maioria dos casais, porque dilui os meses de concentração, como dezembro, ao longo do ano inteiro.

Onde costuma travar: exige que o dinheiro fique separado de verdade. Se ele fica misturado na conta, é gasto antes de o Natal chegar.

Definir um teto por data

Em vez de guardar, o casal combina um valor máximo para cada tipo de presente e paga na época, com o dinheiro do mês.

Quando funciona bem: quando as datas são bem distribuídas ao longo do ano e nenhum mês concentra muitos presentes.

Onde costuma travar: nos meses de concentração. O teto controla o valor de cada presente, mas não resolve o peso de dezembro inteiro caindo numa fatura só.

Um caixa comum para os presentes do casal

Os dois contribuem para um caixa único, e todos os presentes em nome do casal saem dali, independente de ser para a família de um ou do outro.

Quando funciona bem: quando os presentes são dados em nome dos dois e o casal prefere não fazer conta de qual família recebe mais.

Onde costuma travar: quando uma das famílias é bem maior que a outra e um dos dois sente que está contribuindo mais para presentes que não são da própria família.

Comparando os jeitos de organizar

JeitoMelhor paraPonto fraco
Valor fixo por mêsA maioria dos casaisDinheiro precisa ficar separado
Teto por dataDatas bem distribuídas no anoNão resolve meses concentrados
Caixa comum do casalPresentes dados em nome dos doisFamílias de tamanhos diferentes

Os três se combinam bem. Muitos casais guardam um valor fixo por mês num caixa comum e, dentro dele, definem um teto para cada tipo de presente. Colocar esse valor mensal como uma linha do orçamento mensal do casal é o que garante que ele não seja esquecido nos meses em que nenhuma data se aproxima.

Presentes entre vocês dois

Os presentes que um dá para o outro merecem um combinado à parte, porque envolvem expectativa e afeto, e não só orçamento.

Alguns casais combinam um valor parecido para os presentes de cada um, para que ninguém se sinta em desvantagem. Outros preferem trocar presentes por experiências a dois, como um jantar ou uma viagem curta, pagas em conjunto. E há quem combine que, em anos de meta apertada, os presentes entre os dois serão simbólicos.

O que costuma gerar atrito é a diferença de expectativa não conversada: um capricha num presente caro, o outro dá uma lembrança simples, e os dois ficam desconfortáveis. Quando a diferença de gasto entre os dois é um padrão que aparece em várias áreas, e não só nos presentes, vale olhar o assunto com mais cuidado, como no post sobre quando um gasta mais que o outro.

Exemplo prático: Clara e Vitor

Clara e Vitor montaram, em janeiro, o calendário de presentes do ano. Separaram os presentes para família e amigos dos presentes entre os dois.

Para família e amigos, somaram: oito aniversários ao longo do ano, com cerca de R$ 80 cada, somando R$ 640; Dia das Mães e Dia dos Pais para os pais dos dois, com R$ 100 por presente, somando R$ 400; e o Natal das duas famílias, com amigo secreto incluído, estimado em R$ 1.120. O total anual ficou em R$ 2.160.

Dividindo por doze meses, chegaram a R$ 180 por mês, R$ 90 para cada um, guardados num caixa comum de presentes. Os presentes entre os dois, Dia dos Namorados e aniversários, ficaram de fora do caixa: cada um paga o presente que dá com o próprio dinheiro, e combinaram um valor parecido para os dois.

Em dezembro, pela primeira vez, o Natal saiu do dinheiro já guardado, e a fatura de janeiro chegou só com as contas normais. No ano seguinte, revisaram a lista: dois sobrinhos tinham nascido, e o valor mensal subiu para R$ 200.

Erros comuns com gastos com presentes

  • Decidir cada presente isoladamente. Sem o total do ano, cada valor parece pequeno e a soma nunca é vista.
  • Esquecer a família do parceiro. Ao juntar a vida, as datas das duas famílias passam a entrar no orçamento do casal.
  • Deixar o Natal para dezembro. Pagar todos os presentes de fim de ano com o dinheiro de um mês só é o caminho mais rápido para uma fatura pesada, como costuma aparecer quando o casal tenta organizar as faturas do cartão em janeiro.
  • Competir no valor dos presentes entre vocês. Presente caro não é prova de carinho, e a disputa costuma deixar os dois desconfortáveis.
  • Não reservar valor para eventos esporádicos. Casamentos, chás e formaturas aparecem todo ano, mesmo que ninguém saiba quando.
  • Nunca revisar a lista. Família cresce, amigos mudam, e o calendário precisa acompanhar.

Perguntas frequentes

Quanto um casal deve gastar com presentes por ano?

Não existe um valor certo. O caminho é listar todas as datas em que vocês costumam presentear, estimar um valor para cada uma e somar. Esse total é o que o casal gasta hoje, e a partir dele dá para decidir se faz sentido manter, reduzir ou reorganizar.

Como não se apertar com os presentes de Natal?

Guardando um valor fixo por mês ao longo do ano, em vez de pagar tudo em dezembro. Dividir o custo estimado do Natal por doze meses deixa o valor mensal pequeno e evita que todos os presentes caiam numa única fatura.

Presentes para a família de cada um devem ser pagos por quem?

Depende do combinado. Alguns casais pagam os presentes da própria família com o próprio dinheiro, outros usam um caixa comum para todos os presentes dados em nome dos dois. O importante é que o formato seja conversado, principalmente quando uma família é bem maior que a outra.

Vale combinar um valor para os presentes entre o casal?

Pode ajudar, principalmente quando os dois têm expectativas diferentes. Um valor parecido para os presentes de cada um evita desconforto, e trocar presentes por experiências a dois é uma alternativa que muitos casais preferem.

Amigo secreto deve entrar no orçamento de presentes?

Sim. Amigos secretos do trabalho, da família e dos amigos costumam se concentrar no fim do ano e somam um valor relevante. Incluí-los no calendário evita que dezembro fique mais caro do que o previsto.

Presentes são uma forma de cuidar de quem vocês gostam, e não precisam virar motivo de aperto. Com o calendário do ano montado, um valor guardado por mês e combinados claros entre os dois, as datas especiais voltam a ser só isso: especiais, e não uma surpresa na fatura.

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